segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Nessa noite,de lua meia banda.Minha banda não toca.
Uma Melodia se entranha no meu cabelo,ralo...
Um velho novo baiano...declama.
Queria agora era compôr,uma canção que não teria fim.
O seu verso inaugural,quase gutural seria a exposição de uma trave no meu olho.
Acordes maiores,são feitos em linhas menores...
...agradando os ouvidos.
Cavaquinho,violão e flauta.
Vamos Chorar!
Uma canção incompleta é como uma noite sem lua...
Imperfeita!
A sequencia de Sol,Ré e Mí(menor),dão um ambiente de Rock a minha Valsa.
Entram as vozes,perturbadas e desafinadas.
Assim que é bom...afinação é pura norma.
Nesse Samba-Bregão não a espaço para tal forma.
Escrevi uma nota-de-roda-pé.
Para ser tocada no volume máximo!
Esse Punk-Sertanejo é um desprezo aos eruditos.
Malditos!
Depois do solo,uma pausa pro refrão.
"Sai de mim,tamborim.Não sou de embalo não!"

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Afinal, o que querem as mulheres????

Essa pergunta me persseguiu por tantas noites que decidi procurar o Dr. Amélirio.

- Boa Noite, Dr.!
- Boa Noite Ana! Então a senhorita resolveu enfim me procurar?!
- É, as coisas só tem piorado ultimamente, não posso fingir que não tô vendo (infelizmente)...
- Mas me diga querida, o que se passa.
- Olha doutor pra começo de conversa eu não sei descrever o que sinto, é uma espécie de angústia, de vazio, de algo que ta faltando, de algo que poderia acontercer e não aconteceu, de algo que eu poderia mudar, mas não consigo...
- Fale mais sobre isso.
- Por mais que eu esteja feliz em certos momentos, pareçe que sempre há um fantasma me atormentando, é como se eu tivesse que carregar um carma, a certeza da imcompletude, o desespero das incertezas.
- Mas você consegue definir o porquê disso?
- Ao certo não, podem ter sido as escolhas que fiz na vida. Mas doutor, como saberia quais escolhas fazer? A vida é um jogo e agente arrisca, blefa, aposta todas as fichas, mas nem sempre ganha.
- E porque para você tem que ser ganhar ou perder? Acho que seu problema pode ser esse, você não quer correr o risco de perder nada.
- Ah claro que não, perder é uma palavra que eu excluo do meu dicionário.
- Ana, esse medo é o que te faz ficar presa, não te deixa tentar, dar chance pra o diferente, o desconhecido, porque você sempre quer saber o que vai encontrar ao fim do caminho, mas não se importa como vai ser a caminhada.
- Ai meu deus! agora eu fiquei ainda mais confusa. Eu queria uma resposta, uma opinião...
- Aí você procura uma cartomante minha filha!
- E você acha que não já fiz isso?!
- E o que ela disse?
- Que no fundo eu sei o que fazer, só não tenho coragem e que quando essa hora chegar, porque vai chegar, eu enfim vou encontrar o que tanto procuro.
- Há quem acredite nessas coisas, mais eu confio mesmo é na ciência!
- Olha doutor, pra as coisas do coração, não há explicação! Vou alí na banca, pegar meu horóscopo...




sábado, 7 de janeiro de 2012

É verão!

A raiva que sinto não se explica num dia de sol.
Escorre dos dedos a mágoa,do céu azul e límpido.
Lembro-me das águas correntes e paradas.
Mares e represas...
Uma canção tão bela e singela,não pode se tornar uma tortura?!
O calor que estimula os poros. Ferve as veias e sangra as emoções.
Mando para longe um sorriso que me ocorre na desgraça.
Faço do coração,tripas...
...as frito e degusto com cerveja no Bar.
Minha igreja.
Fato é que menosprezo a alegria lá fora.
Faço pouco da saúde dos corpos.
"As ruas andam cheias de hipócritas"
Os templos cheios de mentirosos.
Ando cheio dessa vida.
E a vida cheia de Si.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Somos Poesia

Escrevo um soneto,com meus dedos na sua pele.
Versos ditos entre dentes,rimas ricas e raras.

No colchão uma lírica carnal.
A inspiração me vem sempre nesses horários.

Nossa prosa é uma matéria de jornal,tão banal.
Fazemos poesia,em orgasmos literários.

Num dia azul de sombra no quintal...
Reviso a ortografia da paixão em folhas presas no varal.
Me ensinou certa feita,que um poema nunca é uma desfeita.
Cada linha dedicada, é uma carta lacrada e selada.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Pão e mortadela

Qualquer coisa fica boa quando na dela,tipo pão e mortadela.
Molho de ervas nas pernas...um conflito.
Delito.
Amarela manga,fiapos de lã na sua blusa.
Medusa.
Gosto do sabor,da lambreta...
Careta.
Neguei o infame adjetivo...
e o objetivo.
Deixa que na boca,melhor fica.
Minha dica.
Mas uma vez,escapei ileso.
Do desprezo.
Nunca nego que te quero...
Bolero.
Tanto agora quanto a mais...
Por traz .

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sábado, 19 de novembro de 2011


Esses dias o sol nasce mais belo.
Coisas boas acontecem quando você se abre para elas.
O universo conspira se você assim permitir.

domingo, 13 de novembro de 2011

"Teus olhos, meus olhos, segredos..."